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adriana capparelli
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Cantora, compositora e atriz. Sua carreira sempre esteve ligada ao teatro, principalmente produções musicais: BACANTES, com o Oficina, MASTER CLASS, com Marilia Pêra, ÓPERA DO MALANDRO e GOTA D´ÁGUA,  direção de Gabriel Villela, WILD STORIES, espetáculo baseado nos contos infantis do escritor Oscar Wilde, direção de Alexandre Stockler,  OS SERTÕES, de Euclides da Cunha, produção do Teatro Oficina,  dirigida por Zé Celso Martinez Corrêa, e mais recentemente LORCA – ALELUIA ERÓTICA EM 38 QUADROS E UM ASSASSINATO, com o grupo XPTO.
 
Sua estréia em cd aconteceu em 2000 através de um convite que recebeu de José Carlos Costa Netto, do selo Dabliú (SP), para homenagear o letrista carioca Aldir Blanc. O convite aconteceu justamente por Adriana também ser atriz, deveria ser um cd propositalmente teatral.  Depois de dois meses de minuciosa carpintaria com a diretora Isabel Setti, com cada palavra, cada pausa e intenção trabalhadas, nasce Pequeno Circo Íntimo. Como diz Aimar Labaki, crítico de teatro, um cd de cantora de cabaré, pra fora, empostado, mãos nas cadeiras, voz na cabeça. Aldir Blanc ficou sensivelmente emocionado com o presente, o cd foi bem recebido pela crítica e o show Pequeno Circo Íntimo estreou no Teatro Crowne Plaza e fez temporada no TBC e Espaço dos Satyros, em 2001.

Já o segundo cd da cantora - Bem mais Perto - é o oposto do primeiro. Contido, mínimo, extremamente musical e nada, quase nada teatral, é a estréia de Adriana como compositora. Os arranjos são simples, sem efeitos, quase crus, com a sonoridade o mais fiel possível ao instrumento acústico. O que prevalece é a voz e a interpretação, a poesia, a maneira mais próxima de cantar as palavras escolhidas.  Palavras escolhidas de Clarice Lispector, Torquato Neto, Caetano Veloso, Zé Miguel Wisnik, Plínio Marcos, da parceira Letícia Coura e das compositoras Vanessa Bumagny e Natalia Mallo.
Nos últimos anos Adriana, além de começar a compor com mais intensidade, se dedicou principalmente ao teatro. Atuou em oito espetáculos em cinco anos. Metade deste tempo dedicado quase que exclusivamente à criação do épico musical OS SERTÕES, no Teatro Oficina, como cantora, atriz e compositora.

....Se Adriana Capparelli pudesse se aproximar de alguma classificação, ela estaria próxima do muito exclusivo, muito especial estilo cantor/compositor, conhecido por este nome principalmente nos Estados Unidos da América. E no mundo “francofônico”, alguém que escreve e canta, que é capaz de criar seu próprio estilo, seria descrita como “chansonnier”. Adriana Capparelli não é americana nem francesa, mas uma mulher que vem do Brasil com corpo, coração e alma (e - nunca se esqueça, com voz!) _ se existe um nome para sua mistura especial de talento no Brasil, eu não conheço ainda...

Bem  mais Perto - Dabliú Discos


Produzido pela própria cantora em parceria com Natalia Mallo, Bem Mais Perto é a estréia de Adriana como compositora.
A direção musical foi de Renato Commi e participaram como convidados os músicos Camilo Carrara (violão), Thiago Rodrigues e Otávio Ortega (piano), Danilo Tomic (shakuhachi), Zeca Loureiro (guitarra), Carlos Caçapava e Ricardo Garcia (percussão), Adriano Salhab (rabeca), Gigante Brasil (bateria) e as cantoras/ compositoras Vanessa Bumagny e Letícia Coura.
No repertório, além de canções próprias (Asas do Desejo), parcerias com Letícia Coura (Asma, Por que (não) ir?), texto em prosa musicado de Clarice Lispector (Cisne) e música feita para teatro com texto de Plínio Marcos (A Pomba Roxa Ardente),  Adriana canta  José Miguel Wisnik (Outono), Vanessa Bumagny e Zeca Baleiro (De papel), Letícia Coura (Todo Dia), Natalia Mallo (Décadas),   Caetano Veloso (Asa), Beatles (Day Tripper) e Torquato Neto (Três da Madrugada).

... Bem + perto é a estréia de Adriana Capparelli  como compositora. Cinco inéditas de sua autoria estão acompanhadas por canções de novos compositores, mas também uma de Caetano Veloso  e dos Beatles. Mas o que ela escolher – encaixa-se num estilo estabelecido principalmente pela sua voz, e então por uma estrutura muito transparente de arranjos e finalmente por uma pós-produção que leva sua voz “o mais perto possível” à alma do ouvinte.  As letras são cheias de poesia de uma forma melancólica e sensual.  A cidade monstruosa onde ela vive, megalópole São Paulo, ocupa uma parte importante – com as chuvas fortes que às vezes parecem inundar as partes baixas da cidade;  até com o ar poluído que leva  à asma em uma das canções mais bonitas, com um ritmo meio rock e alguns coros arranjados belamente com a voz de sua parceira musical Letícia Coura.  E cantando sobre um cartão postal de Berlim/Alemanha, Adriana não está apenas muito próxima do anjo de Berlim, no alto do Siegessäule – monumento eternizado pelo já clássico filme de Win Wenders, “Asas do Desejo”, ela está mesmo numa “jazz-ballad-mood” de uma canção de amor além de qualquer tempo...

 

Michael Laages

(Crítico de jazz e teatro de jornais, revistas e programas de rádio da Alemanha)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

_www.adrianacapparelli.com